Fogos de artifício: como minimizar os perigos causados para a saúde do seu pet

Chegamos no mês de junho! Mês de São João, de festa junina, de paçoca, pé-de-moleque e todas as delícias típicas dessa época. Este ano, porém, o mundo – e nesse momento atual, especialmente o Brasil – vive uma pandemia e, por conta disso, todas as festas juninas tiveram que ser adiadas ou canceladas. Mas resolvemos aproveitar que o assunto anda aparecendo nas mídias para tratar de um tema bem importante.

Embora aqui o Sul as tradições das festas juninas sejam bem diferentes daquelas que acontecem no Norte e Nordeste do Brasil, todos sabemos que é um hábito a queima de fogos da artifícios, rojões e estalinhos. Contudo, embora essa tradição possa ser bastante divertida, ela também causa diversos riscos.

Para os humanos, os fogos de artifício podem causar queimaduras, machucados graves e surdez, no caso de mal uso. Até mesmo os inofensivos estalinhos podendo causar acidentes, já que são produzidos com pólvora.

Já para os animais, o risco é ainda maior! Além de todos os males que os artefatos podem causar aos humanos (queimaduras, machucados, mutilações, etc.), os animais ainda sofrem com o barulho gerado pelos fogos, rojões e estalinhos e com o clarão que se forma com após a queima dos fogos.

Os animais possuem uma audição muito mais sensível que a dos humanos e é por isso que o barulho dos fogos assustam tanto os nossos pets. Além disso, diferentemente de nós, que conseguimos reconhecer os barulhos e, muitas vezes, até estamos esperando que ele aconteça (a exemplo da contagem regressiva nas festas de fim de ano), os animais ainda se surpreendem com o barulho e não sabem o que acontecerá em seguida.

Muitas vezes, felizmente, esse susto apenas se manifesta com um olhar “arregalado”, uma respiração mais ofegante, uma orelhinha mais atenta e uma corrida até o esconderijo preferido do pet. Outras vezes, porém, as consequências são mais graves: existem muitos animais que fogem, se machucam, têm ataques de pânicos, desmaios e, em casos mais extremos, alguns animais chegam a óbito.

O ideal seria substituir os fogos de artifícios que emitem som por aqueles silenciosos e trocar os rojões e os estalinhos por outra brincadeira mais segura, até porque esses problemas também afetam os animais silvestres. Porém, sabemos que estamos longe desse mundo ideal.

Portanto, é importante que cada dono conheça bem seu pet e saiba como ele reage nessas situações para adotar algumas medidas e técnica para proporcionar mais conforto ao bichinho.

E se você já notou que seu pet reage mal a este tipo de barulho, selecionamos algumas dicas que você pode ir colocando em prática:

  1. Se possível, não deixe seu cão ou gato sozinho no momento da queima de fogos.
  2. Se você notar que seu pet tem medo de fogos, converse com um veterinário. Ele pode encontrar alguma solução específica para seu pet e, em alguns casos, é até necessário algum tipo de medicação.
  3. Se você já sabe que vai acontecer uma queima de fogos – como é o caso do Réveillon – brinque e faça bastante exercícios com o seu pet previamente. Assim ele ficará mais cansado e tende ter um sono mais pesado.
  4. Providencie um local confortável, seguro e silencioso da casa para que ele se sinta seguro. Feche portas, cortinas e janelas. Se possível, deixe uma música ou a televisão ligada – isso ajuda a abafar os barulhos externos.
  5. Tente acostumar o seu pet com os barulhos. No dia a dia, coloque os sons que ele tem medo (isso vale também para os pets com medo de chuvas e trovões) para ele ouvir. Comece num volume mais baixo e vá aumentando com o passar dos dias. Passe confiança para ele durante este período e associe os barulhos a momentos legais como brincadeiras ou festas (você também pode oferecer um petisco nestes momentos).
  6. Certifique que sua casa não apresenta nenhuma rota de fuga para a rua, evitando que, no momento do barulho, seu pet fuja e se perca.

Estas são apenas algumas dicas que testamos e funcionaram por aqui. Lembrando sempre que isso varia muito de um pet para outro e existem alguns animais que precisam de ajuda de um especialista, seja um veterinário ou adestrador, então não deixe de conversar com esses profissionais também.

E, como este ano, passaremos pelas festas de junho e julho sem festividades, você vai ter bastante tempo para colocar essas dicas em prática e deixar seu pet mais seguro e confiante para curtir as próximas festas!

Você já reparou como seu pet reage aos barulhos? Já colocou alguma dessas dicas em prática ou tem mais alguma que não foi listada aqui? Nos conte! Vamos trocar experiências!