Companhia para todas as idades
Que os pets são nossos melhores amigos e companhias para todos os momentos da vida a gente já sabe né? Crescer na presença de animais fortalece o sistema de imunológico das crianças e gera aos pequenos uma noção sobre responsabilidade e respeito ao outro – pessoas, animais, natureza. Na vida adulta, os pets se tornam verdadeiros amigos: contamos nossos segredos, desabafamos sobre nossas frustrações e comemoramos os melhores momentos da vida junto dos nossos peludos. Mas, e na velhice?

Infelizmente ainda vivemos numa sociedade que tende a “descartar” tudo aquilo que não nos tem mais serventia, o que também acontece com os idosos. Muitas vezes essas pessoas acabam sendo deixadas de lado e passam toda a sua velhice mais isolados em suas casas, com convívio social bastante reduzido (ou nulo), o que [como sabemos bem, já que estamos todos passando por esse período de isolamento social] pode desencadear problemas psicológicos como, por exemplo, depressão e ansiedade. 

De acordo com um estudo do IBGE, cerca de 11% da população brasileira diagnosticada com depressão são aquelas com idades entre 60 e 64 anos, representando a faixa etária de maior proporção em relação à doença. E, a triste notícia é que este índice vem aumentando com o passar dos anos.

É aí que os pets passam a ter um papel ainda mais importante. Independentemente da faixa etária, a verdade é que os cães e gatos possuem a capacidade de combater doenças como depressão e ansiedade. A companhia incondicional dos peludos afasta a sensação de solidão e a simples existência de um animal em casa gera responsabilidades e tarefas ao idosos, mostrando que eles ainda são importantes. Além disso, existem diversos estudos que apontam que o ato de fazer carinho em um animalzinho libera serotonina, substâncias de prazer, proporcionando mais felicidade.

Fora os benefícios psicológicos, os animais também podem auxiliar os idosos na questão física. Os cachorros necessitam de passeios diários, o que também vai fazer o idoso se exercitar, ainda que seja uma caminhada leve até a esquina de casa. Já os gatos, embora não exijam tanto esforço físico, também podem fazer os idosos se movimentar, já que adoram “caçar” uma cordinha agitada ou uma bolinha de papel rolando pela sala. 

Porém, é importante saber escolher o pet adequado. Para um idoso, um filhote certamente não será uma boa idéia. Os bebês possuem muita energia e fazem muita bagunça, o que pode irritar ou até mesmo desgastar demais o idoso. Pets muito ativos também podem ser perigosos, porque além da energia extra, podem correr pela casa e fazer o idoso tropeçar e causar um acidente mais grave.

O ideal, então, é que seja um pet já adulto. Um gato ou cachorro em idade adulta já tem sua personalidade formada. Os abrigos e ongs estão lotados de animais adultos e os voluntários certamente conhecem cada um deles, sendo possível distinguir qual pet é mais ativo ou mais pacato, mais carinhoso ou mais independente, obediente ou rebelde. Assim fica mais fácil avaliar se o pet vai corresponder às expectativas e necessidades do idoso. Além disso, se adotar um animalzinho não for opção, também deve ser levada em consideração as características e peculiaridades da raça desejada.

Portanto, não importa se de raça ou não, se um gatinho ou cachorro, o importante é estar sempre na presença de algum animalzinho, em todas as fases da nossa vida.

E aí? Você se sente melhor na presença do seu pet? O idoso do seu convívio já tem um pet?